2 de setembro de 2013

Desemprego Jovem por Lousada

Recentemente o Papa Francisco, a propósito das Jornadas Mundiais da Juventude realizadas no Rio de Janeiro, numa observação peculiar do mundo quotidiano e dirigindo-se aos jovens, afirmou que uma sociedade que não dá trabalho aos que a constituem é injusta e que esse mesmo trabalho nos traz dignidade.
É certo que nem todos nascem em “berços de ouro”, e por isso necessitam de trabalhar para viver e conquistar a sua independência económico-financeira. Por Lousada, no concelho que se diz o “mais jovem da Europa”, podemos afirmar sem medo de hiperbolizar, que se tem vindo a massificar o desemprego, principalmente no que concerne aos mais jovens. É um flagelo que assombra todo o país mas que no nosso concelho adquire particular relevância dada a nossa estrutura demográfica.
Para fazer face a este problema, a autarquia tem de ser ousada e dedicar-se à introdução de políticas e medidas que contrariem esta tendência.
É preciso estimular o fomento de investimento no nosso concelho. E esse investimento não necessita exclusivamente de ser forasteiro! São tantos os empresários Lousadenses que investem em concelhos vizinhos, quando o poderiam fazer no nosso. É preciso dar-lhes condições, físicas e burocráticas para tornar o Município de Lousada atrativo ao investimento!
É também preciso apoiar o empreendorismo, e a criação de emprego! O concelho carece de uma incubadora de empresas para incentivar os jovens empreendedores a criar a sua própria empresa, proporcionando assim as condições mais favoráveis para um crescimento sustentado e com maiores probabilidades de sucesso no início de atividade.
A autarquia tem igualmente que trabalhar em conjunto com a Associação Empresarial de Lousada, promovendo a formação e incutindo métodos e hábitos aos nossos empresários que incrementem direta e indiretamente o seu sucesso.
Aumentar a empregabilidade dos nossos jovens não é de todo um caminho fácil mas é algo que tem de ser visto como uma prioridade concelhia. O caminho certo não é andar a reboque das políticas nacionais, pois é a nível autárquico que existe a sensibilidade adequada para responder aos problemas da população e consequentemente se obter as soluções mais eficazes.
Com as eleições autárquicas à porta, as candidaturas deviam assumir um compromisso pela juventude. Pelo menos no que a este tema concerne, deviam por de parte as rivalidades políticas, em prol do benefício de todos os lousadenses. E a este propósito caberá às juventudes partidárias pugnar por mais e melhores políticas de juventude. Quem proclama ser a voz dos jovens que assuma as suas responsabilidades. Basta de demagogia, discursos inócuos e de falsos combates pela juventude. 

Que sociedade teremos em Lousada daqui a 20 anos se não conseguirmos empregar os nossos jovens? Por um futuro melhor, é preciso combater o desemprego jovem no nosso concelho com a máxima urgência. 

20 de maio de 2013

Festas Grandes (em tudo.. até na despesa!)


A palavra crise já aborrece. Às vezes, evito ver jornais porque já não há paciência para tantas notícias negativas. A parte mais horrível, é que a crise é de facto uma realidade... Não é algo que esteja a ser enfatizado pelos meios de comunicação social! A generalidade das pessoas tem menos dinheiro disponível, e muitas empresas caminham desmesuradamente para o fim.
Foi divulgado por estes dias, o cartaz das festas de Lousada, em honra do Senhor dos Aflitos. Quando vi os artistas pensei que ainda seria 1 partida alusiva ao dia 1 de Abril, dia das mentiras. Mas não.. Pelos vistos, vamos mesmo contar com a presença de alguns dos maiores artistas do panorama musical nacional. Sinceramente, o agrado que despoleta a presença deles nas festas do meu concelho é ofuscado pela suposição do valor dos “cachets” que serão gastos nos artistas... Xutos & Pontapés, Santamaria e o “rei” Tony Carreira?? Custa adivinhar a totalidade dos montantes que serão gastos, mas certamente será um valor completamente desfasado da nossa realidade concelhia. Nos tempos que correm, o espírito de contenção económica deveria imperar e deviamos canalisar o dinheiro existente para verdadeiras prioridades, nomeadamente para ações de índole social! Algum lousadense ficaria aborrecido se do cartaz constasse apenas um dos artistas anunciados e o dinheiro fosse gasto com os outros fosse distribuído pelas IPSS do nosso concelho?? Não me parece!
A imagem que fica deste cartaz é o espelho do país: vive-se acima das possibilidades e não se dá relevância às situações que merecem especial atenção.
Num dos concelhos mais jovens da Europa, é preciso dinamizar o concelho, potenciando esses jovens e cultivando o espírito intergeracional. Uma sociedade unida traz indubitavelmente benefícios para todos aqueles que a compõem. E para que isto aconteça, não precisamos de ter muito dinheiro. A condição sine qua non é mesmo a imaginação, o denodo e a vontade de servir a população! O concelho de Lousada, deveria olhar com especial atenção para o exemplo de duas das suas freguesias: Torno e Meinedo! Nestas duas freguesias, a população organiza sistematicamente situações/eventos que fomentam a interação entre os habitantes. Cultiva-se o associativismo e a união das pessoas. Aqueles que ocupam cargos decisórios na autarquia local devem cooperar ao máximo com as referidas iniciativas e, por seu turno, a comissão de festas da Vila de Lousada, deveria seguir o exemplo destas freguesias, não deixando de fazer das Festas de Vila de Lousada, o momento mais simbólico do concelho, mas reduzindo significativamente os gastos com o mesmo.

25 de abril de 2013

Dívidas ao Condomínio no caso de venda da fração



O regime da Propriedade Horizontal soluciona muitos dos problemas relacionados com a necessidade de construção/alojamento.
A Propriedade Horizontal, enquanto meio de organização e de satisfação de necessidades preeminentes, é um instituto jurídico com uma acentuada importância económica e social. 
Cada condómino é proprietário exclusivo da fração que lhe pertence e comproprietário das partes comuns do edifício. Assim, a cada condómino está associado um conjunto de direitos e, cumulativamente, obrigações. À Administração do Condomínio cabe a função de cobrar as dívidas existentes, intimando os condóminos a fazê-lo voluntariamente. Se isto não suceder, está ao seu alcance cobrá-las recorrendo à via judicial.
Neste âmbito, a questão de se saber se o adquirente de uma fração autónoma é responsável por prestações de condomínio já vencidas à data da aquisição assume particular importância. Tal questão divide a doutrina e a jurisprudência, quanto ao sujeito passivo de uma possível ação, sendo que os Condomínios, alheios à problemática, apenas pretendem receber o dinheiro indispensável à preservação e manutenção das partes comuns.
Existem, fundamentalmente, duas orientações diversas, partindo ambas de um pressuposto comum: as obrigações em causa são propter rem, ou seja, são obrigações cujo devedor se determina pela titularidade do direito real. A controvérsia surge quando se pretende atribuir apenas a algumas dessas obrigações a ambulatoriedade.
O nosso ordenamento jurídico não consagra uma solução clara, pelo que quer uma resposta positiva, quer uma resposta negativa, afigura-se plausível mediante uma boa sustentação. Esta realidade está patente, quer nos diversos acórdãos que divergem em sentidos contrários quer na enorme confusão que está instalada na doutrina nacional e estrangeira acerca desta temática.
Nos sistemas jurídicos que nos são mais próximos, tem-se assistido a um claro movimento no sentido de questionar a posição tradicional que trata as prestações de condomínio como obrigações propter rem não ambulatórias e de consagrar a responsabilidade (se não plena, pelo menos parcial) do adquirente pelas prestações do condomínio vencidas. Neste sentido, tem vindo a afirmar-se, como resposta mais adequada, a responsabilidade do adquirente, consagrando a solução que à vista de grande parte da jurisprudência nacional se tem apelidado de “ilógica” e “injusta”.
As obrigações referidas no art. 1424º Código Civil constituem exemplo típico de obrigação propter rem. O citado artigo prevê a obrigação de todos os condóminos contribuírem com a sua quota-parte para a conservação e administração das partes comuns.
Face às disposições em vigor no nosso ordenamento, comparando regimes legais de outros países, e aprofundando a natureza das obrigações em causa, conclui-se pela transmissibilidade da dívida e consequentemente pela responsabilidade do novo proprietário pelo pagamento dos valores anteriores à aquisição que estejam em dívida para com o condomínio. As diferentes conclusões na doutrina e as diversas decisões jurisprudenciais são fruto duma mescla de conceitos, a que o legislador, obrigatoriamente, terá que pôr fim. Prevalece a necessidade de uma clarificação por parte deste, introduzindo literalmente determinados conceitos nas normas legais aplicáveis. 
É incontestável que a estabilização das normas jurídicas ajuda a uma maior eficácia dos objetivos por estas visados mas, no entanto, questões como esta, carecem, indubitavelmente, de um esclarecimento por parte do legislador, nomeadamente com a alteração das normas legais aplicáveis e a eventual introdução de outras. 

1 de fevereiro de 2013

Os nossos Idosos



O mundo está em constante mutação.
O crescimento populacional das idades mais avançadas decorrente das consecutivas conquistas tecnológicas e da Medicina moderna, tem feito aumentar significativamente a expectativa de vida. Ao longo do tempo tem-se vindo a produzir meios que tornaram possível diagnosticar, prevenir e curar doenças que antes de revelavam fatais ou bastante díficeis de tratar. Assim, é cada vez maior o número de idosos nas diferentes sociedades.
Neste sentido, o envelhecimento, enquanto fenómeno social, é por ventura um dos desafios mais importantes do século XXI. Devemos refletir profundamente sobre aspetos com uma relevância capital tais como a idade da reforma, os meios de subsistência, a qualidade de vida dos idosos, o estatuto dos idosos na sociedade e a solidariedade intergeracional.
O quotidiano tem nos evidenciado, que não estamos a saber lidar com o envelhecimento. Os casos de mortes solitárias de alguns idosos, são por si só, exemplos flagrantes dessas lacunas na sociedade portuguesa, e que urge corrigir.
A dignidade diz respeito a todos os homens, e como o idoso por vezes se encontra num estado vulnerável, vê a sua dignidade ameaçada. A sociedade, no seu todo, tem que se organizar de maneira a que a todos seja permitida/concedida a melhor vivência possível. Esse é um dos desideratos da própria vivência em comunidade.
Recentemente, o ministro japonês das Finanças, defendeu que os cuidados de saúde para doentes mais idosos significam um custo desnecessário para o país e que a estes pacientes deveria ser permitido morrer rapidamente para aliviar a pesada carga financeira que representa o seu tratamento na economia nipónica. Ora, será esta a ética da vida dos nossos tempos?? Olharmos exclusivamente para o custo financeiro de uma vida? De todo, não me parece! Assim, assumimiriamos uma existência desprovida de um qualquer valor ético-moral, pois se não valorizamos uma vida humana, tudo o resto passa a ser insignificante. Passamos a ser todos meros números, numa humanidade cada vez mais “desumanizada”!
E Lousada, o tal “concelho jovem” por excelência tem sabido acautelar os interesses dos seus idosos? Estaremos nós devidamente atentos e preocupados com o fim de vida dos mais velhos? O trabalho desenvolvido pelas IPSS do concelho é de louvar mas é escasso se não for complementado pela restante sociedade civil. As juventudes partidárias, por exemplo, ao invés de realizarem atividades mobilizadoras, por vezes, desprovidas de qualquer conteúdo, deviam começar a desenvolver esforços nesse sentido. Afinal de contas, é aos mais velhos que tudo devemos...

7 de dezembro de 2012

Ousemos ser diferentes!


Aproximamos-nos a passos largos das eleições autárquicas.
A situação do país é bastante delicada e por isso, essas eleições assumem uma relevância capital, pois alguns paradigmas têm vindo a mudar significativamente em relação às anteriores eleições.
A realidade sócio-económica não é mais a mesma. A crise tem-se acentuado e assistimos a um empobrecimento exponencial da sociedade portuguesa. A culpa não pode morrer solteira e os mercados financeiros e a “Troika” não podem ser o alibí para toda esta debacle que temos vindo a assistir. Não sejamos hipócritas: os políticos são na sua essência, os principais responsáveis por estes tempos difíceis. É a eles que a sociedade confia a sua organização e a sua chefia, e a história, a par do quotidiano, evidenciam quer os erros cometidos quer a paupérrima qualidade do poder decisório e executivo. As sucessivas lideranças não se tem mostrado capazes na satisfação do projecto coletivo em que estamos inseridos. A sociedade portuguesa anda sempre na cauda de uma União Europeia muito pouco unida.
O problema tem início na nossa Constituição. Cada vez está mais desadequada à nossa realidade, e como contém princípios conexos com os ideais do 25 de Abril, prejudica uma evolução natural e premente da nossa sociedade.
Ao longo dos anos, a generalidade dos políticos foi fomentando um estado demasiadamente social, promovendo cada vez mais benefícios e regalias, em troca de vitórias eleitorais. Hoje podemos afirmar determinantemente que temos vivido acima das possibilidades, isto desde o simples poder local nas pequenas freguesias, até ao topo da hierarquia. Recorremos de forma descomunal ao crédito como alavanca do nosso desenvolvimento, diferindo as obrigações assumidas para as gerações vindouras e caminhamos a passos largos para uma insustentabilidade sistémica que nos poderá fazer rumar ao pior dos cenários enquanto país independente.
O país não gera riqueza suficiente capaz de cumprir com as nossas obrigações e urge mudar hábitos erróneos. Não obstante, infelizmente tiveram que ser os de fora a infligir-nos mudanças de fundo, impondo o cortes (quase) cegos da despesa pública, repercutindo-se em todos nós os efeitos nefastos dessas políticas de austeridade.
A sociedade civil, só recentemente tem acordado... Mas de forma muito ténue ainda! Quanto mais entrusada estiver a sociedade civil com o poder decisório, melhores serão as decisões tomadas e mais acertado será o rumo traçado para nós.
Neste sentido, as populações devem participar ativamente nas próximas legislações autárquicas, tal como o deveriam ter feito desde sempre. Os partidos políticos não podem mais ser vistos como partidos de futebol e simultaneamente não podemos deixar os outros decidirem e opinarem por nós. Há que assumir uma postura proativa!
Os políticos por seu turno, devem abandonar os discursos eloquentes e desprovidos de conteúdo útil para os eleitores. Ao invés dos ataques pessoais, devem passar a ser debatidos os verdadeiros problemas das populações, procurando-se encontrar as soluções mais adequadas, sem o uso de demagogias ou promessas inexequíveis. Já é mais que tempo de repor a seriedade no debate político. Ousemos ser diferentes no próximo período eleitoral!

21 de novembro de 2012

O teu sorriso é eterno.. e não desaparecerá nunca!



Martinha..


Faz hoje um mês...
O dia 21 de Outubro trouxe consigo a triste notícia da tua morte.
Hoje o “choque” do falecimento começa passar.. mas agora vem a verdadeira tristeza e a saudade. É aquele sentimento de uma perda enorme.. Um sentimento gigante de vazio..
As coisas não são difíceis por ter sido uma surpresa. Já faz tempo que nos vínhamos a preparar para o pior. Assistimos ao teu desaparecimento diário e isso custou muito mesmo. Tudo fizemos para te fazer sentir melhor e para que te tivéssemos junto de nós por mais tempo. Demonstraste uma coragem inigualável e digna de registo: nunca transpareceste todo o sofrimento que te apoquentava! Em momento algum te revoltaste.. Em momento algum te lamentaste. Como é possível te conformares com esta triste sina que a vida teimou em te determinar? Eu não concebo que possas desaparecer assim!! Mas que sentido tem tudo isto? Tu irradiavas alegria para todos nós e fazias com que valesse a pena viver sempre com um sorriso!
A amizade é um sentimento muito nobre. E contigo consegui perceber a plenitude desse sentimento. Nunca pensei que os amigos se adorassem.. Pensava eu que isso era sentimento de namorados e família.. Mas não! Eu adoro-te de verdade e tu sabias disso.. Porque tu fazias a minha vida melhor! Contigo eu não conseguia estar triste!
Agora ninguém brinca comigo como tu o fazias.. Ninguém me procura noiva da forma como tu o fazias! E as lembranças que ficam de todos os nossos momentos partilhados, bons e maus, fazem-me sorrir… Porque é assim que me vou lembrar sempre de ti: com um sorriso rasgado nos lábios!
Não gosto de despedidas.. Não quero um “até sempre” ou um “até já”.. Tu estejas onde estiveres, sei que estás comigo e com todos aqueles que sentem a tua falta agora que partiste.
O teu sorriso é eterno.. e não desaparecerá nunca!

28 de setembro de 2012

Tempos difíceis estes…


Que Portugal atravessa uma grave crise económica ninguém duvida. Consequentemente, para a ultrapassarmos e principalmente para cumprir os compromissos assumidos com a chamada Troika (BCE, FMI e União Europeia) através do memorando assinado, estamos dependentes de um determinado número de obrigações e sujeitos a alcançar uma série de objetivos. Assim, imperiosamente, tem que ser tomadas medidas que afetam direta e indiretamente a vida de todos nós portugueses. Quanto à necessidade dessas medidas, penso não subsistem dúvidas, mas a confusão surge no momento da concretização e no alcance das mesmas. Aqui, repugna-me a leviandade com que os partidos da oposição criticam as decisões do atual governo, e por outro lado impressiona-me a parcialidade e o sensacionalismo com que a imprensa portuguesa lida com a situação. Os partidos da oposição, apenas apresentam críticas destrutivas, contrariando a essência e o espírito de um estado democrático, e a imprensa, por seu turno, deturpa e enfatiza as duras medidas que têm vindo a ser tomadas, desprezando por completo a imparcialidade que os jornalistas estão adstritos. É impressionante como os portugueses se deixam ludibriar constantemente pelos diferentes partidos políticos e pela imprensa. Todos passam de bestiais a bestas! Apesar de estar inscrito num partido político, não me é difícil perceber que o nosso estado democrático tem sido um exemplo flagrante da referida manipulação. Portugal tem sido governado fundamentalmente por duas estruturas político-partidárias: PS e PSD. Independentemente dos governos, a população acaba sempre por criticar a grande maioria das decisões tomadas e todos acabam por sair “pela porta pequena”. A ideia generalizada e vulgarizada é que todos que todos aqueles que ocupam cargos de poder, apenas procuram satisfazer os interesses pessoais e não o interesse público. É uma ideia errada e que tem que desaparecer! Na política, como em qualquer outro quadrante, existem bons e maus executantes. E já é hora de abandonarmos a ideia pré-concebida que todos são iguais. As manifestações do passado dia 15 de Setembro são talvez o início da convulsão social em Portugal. Estão a ser ultrapassados limites que põem em causa a própria dignidade humana em muitos lares portugueses. O dinheiro escasseia cada vez mais, e torna-se deveras difícil para o comum dos portugueses não se colocar em situação de incumprimento em alguma das obrigações normais de uma casa: água, luz, condomínio, telefone, etc. A mensagem das manifestações até é de enaltecer: a sociedade civil, sem ter sido motivada por partidos ou centrais sindicais, quer gritar bem alto que basta de cortes e de medidas recessivas.. Mas também temos que perceber que não há outro caminho, sob pena de caminharmos para o caos como os helénicos ousaram fazer. Alguém imagina se chegarmos ao ponto atual da Grécia?? Vivemos um período muito difícil, onde a minha geração questiona, mais que nunca, este presente e futuro que as gerações transatas nos entregaram. É um sentimento de profunda injustiça e de tristeza que se despoleta, mas não iremos nunca baixar os braços e acomodar-nos com esta triste sina. O futuro não é dos números, das avaliações da Troika, ou dos políticos… o futuro é nosso, e cabe-nos a nós lutar por esse futuro!

13 de julho de 2012

É tempo.. de emigrar!





A altura não é das melhores. Nunca a instabilidade foi tão global. Um dos efeitos perversos desse propalado fenómeno da globalização tem sido este contágio exponencial da crise económico-financeira a que assistimos diariamente. O impossível passou apenas ao improvável e caminhamos a passos largos para o pior: tudo pode acontecer!
Não há até à data soluções mágicas. Mas face ao presente que nos deparamos, e a um futuro que não é verosímil que seja risonho, os jovens têm de fazer algo para inverter esta situação. Não é tempo de revoluções... pelo menos com conotações bélicas. Não obstante, impera uma necessidade de mudança de mentalidades. O espírito de acomodação foi-se incutindo nos mais jovens ao longo dos anos, de forma consciente e inconscientemente. É preciso ser ousado e arriscar a procura por uma vida melhor. E aí surge a hipótese forte da emigração que não é nada de estranha ao espírito luso. Está na génese do povo lusitano o espírito lutador e determinado que tem ajudado ao longo da história a ultrapassar as dificuldades. Ademais, todos temos familiares e amigos que são ou já foram emigrantes.
Estranha-me tamanho choque dos portugueses quando alguém do governo fala em emigração como uma das soluções para o desemprego jovem. Mas porquê tanto alarido?! Procurar uma vida melhor noutro país que não o nosso será alguma calamidade? A crise é global, mas países como o Inglaterra, Dinamarca ou a Noruega são alvos de grande relevo para qualquer jovem que esteja atualmente em casa sem fazer nada. Para além de dinheiro (pressuposto básico e essencial!), ganham experiência, maturidade e adquirem uma riqueza cultural que não pode ser ignorada. A mobilidade das pessoas nesta aldeia global onde nos inserimos é um enorme catalisador do desenvolvimento dos diferentes povos. Todos temos coisas a aprender uns com os outros.
O país precisa de todos nós, mas não podemos encarar com pessimismo esta necessidade atual de alguns de nós ultrapassarmos fronteiras. Com ou sem formação académica, estar em casa à espera que as oportunidades apareçam não é com certeza a melhor atitude a tomar... A vida é feita de desafios, e a emigração é um desafio que muitos jovens têm que ser temerários e pensar seriamente em arriscar sem tabus ideológicos.

1 de maio de 2012


"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho" (Mahatma Gandhi)

30 de março de 2012

A injustiça da justiça


Passado este tempo da leitura da sentença do “caso Rui Pedro”, impera um sentimento: indignação! Resultado de uma injustiça frisante, este é o sentimento que reina na sociedade em geral. Muito se poderá dizer a este propósito, mas em suma, constatamos o quanto injusta pode ser a justiça.
A sã vivência em sociedade implica justiça, Mas esta inclui alteridade, e quando nos deparamos com situações como esta, geradoras de uma mescla de sentimentos como a descrença na justiça e a revolta, potencia-se o fim do pressuposto básico de interdependência entre o homem social.
Neste julgamento, ninguém procurava desenfreadamente por um culpado. Apenas por justiça… na verdadeira acessão da palavra!  
Face aos factos apresentados em juízo, ficou a sensação de que o colectivo de juízes não esteve presente durante as sessões de julgamento. Ficou plasmada a incompetência de uma série de inspectores da Polícia Judiciária e é indubitável que o arguido está envolvido no desaparecimento do Rui Pedro. Afirmar-se, que "os elementos disponíveis não permitem a conclusão inequívoca de que o Rui Pedro, depois de ter estado com a mãe na escola de condução, voltou a encontrar-se com o arguido Afonso, visto que permanece a possibilidade real de este encontro não ter ocorrido", como alude o acórdão proferido, é um ataque à essência da justiça. Fazendo a analogia com o célebre caso das escutas, toda a gente ouviu as escutas, verificando-se a culpa dos arguidos. No entanto, face à letra da lei, ninguém pôde ser condenado. É nisto que concerne a Justiça?? Não me parece! A justiça não pode cingir-se apenas à letra da lei, sob pena de ficar refém dos devaneios e imperfeições do nosso legislador.
Agora resta-nos que o tribunal da relação venha anular este julgamento e temos todos que dar o nosso apoio incondicional à família do Rui Pedro. Quanto ao Rui Pedro, esteja ele onde estiver, uma coisa é certa: independentemente da história que nos tribunais se venha a escrever, nunca será esquecido pelos amigos!

25 de janeiro de 2012

Petição anti-Cavaco

Incrível como as pessoas na sua generalidade são manipuláveis.. A demagogia e o populismo continuam a ser excelentes armas para mobilização de massas.. A ignorância e a falta de formação não justificam tudo.. Tenho pena de viver num país onde boa parte dos políticos e, em especial, a comunicação social, continuam a conseguir incutir ideias erradas na cabeça das pessoas.. Onde uma mentira, dita constantemente, passa a ser uma verdade absoluta para muitos.. Enfatiza-se as palavras infelizes do PR e já há petições públicas para que ele apresente a demissão?? Isto é ridículo, pré-histórico, e totalmente incongruente.. Como diz, o Ricardo Araújo Pereira: "Crise? Essa existe desde 1143.. Ou não fosse isto Portugal.." Mas isto que assistimos na actualidade, é uma profunda crise de valores..

13 de janeiro de 2012

Poder Local


O poder local está prestes a mudar. O governo anunciou através do denominado “Documento Verde da Reforma da Administração Local” o ponto de partida para um debate alargado a toda a sociedade para que no final do 1º semestre do 2012 possa ser possível ter as bases necessárias para a aludida reforma. Mas este debate tem de ser sério e conclusivo. Deixemos de insistir, na justificação da necessidade desta reforma devido aos cortes na despesa que nos são impostos. O mal das finanças públicas está no gigantismo da administração central e não na ínfima percentagem que representa o poder local na nossa despesa pública.
A reforma justifica-se primordialmente pela necessidade de um melhor ordenamento do território e uma racionalização dos meios. Uma Junta de Freguesia que abranja 10.000 habitantes, obviamente terá à sua disposição mais e melhores meios daqueles que actualmente dispõem freguesias com 500 ou 2.000 habitantes.
Desde 1976 que as autarquias locais têm dignidade constitucional. Com a Reforma da Administração Local, é fundamental reforçar o municipalismo, utilizando os municípios como instrumento de descentralização de políticas e de coesão do território. É indispensável incrementar a autonomia local na procura de uma melhor satisfação das necessidades das comunidades locais.
Não podemos continuar presos a uma dinâmica nacional. É preciso denodo e imaginação dos autarcas nestes tempos de austeridade e consolidação orçamental. Agora mais que nunca precisamos da adopção de verdadeiras políticas de proximidade.
É premente que poder local procure iniciativas e medidas que façam envolver os cidadãos na sua própria governação. Este envolvimento fará “emancipar” a sociedade civil e trará para junto do poder decisório todos os “políticos de café”, devolvendo por consequência a confiança que há muito a sociedade perdeu em todos que os governem. 
Neste sentido, o papel dos dirigentes políticos e administrativos não se pode resumir às preocupações com a eficiência e eficácia mas terá de compreender a reconciliação de expectativas, as necessidades colectivas, as considerações sociais e económicas de forma a encontrar soluções que lhe permitam verdadeiramente resolver os problemas.
Nas autarquias, tal como no poder central, tem de ser implementado uma verdadeira meritocracia, onde o mérito seja a verdadeira razão para se atingir determinada posição. Até quando vamos viver na cultura da “cunha” e dos favorecimentos pessoais? Continuamos sistematicamente a adulterar o mérito das pessoas e as suas expectativas em prol de compadrios e cores políticas.
Aguarda-se com especial expectativa o próximo período eleitoral de 2013. Dos diversos partidos políticos exigem-se mudanças! Mudanças de postura, mudanças de paradigmas! Os portugueses estão cada vez mais indignados. Hoje o cidadão é mais informado que nunca e está cansado de ser enganado e manipulado pela classe política.
Agora mais que nunca é tempo de mudança!! A juventude deverá ser o catalisador de uma transformação urgente, cuidada mas convicta! Depois da “geração rasca” e da “geração à rasca”, deixemos crescer a “geração do futuro”! A juventude trará consigo a esperança por um futuro melhor, pois é indubitavelmente, a geração mais competente e mais bem formada que alguma vez a nossa nação teve. Por um país melhor e por um futuro próspero…

5 de dezembro de 2011

"Políticos actuais não têm qualidade"


Abro o site do jornal Expresso, e deparo-me com a jocosa afirmação de Mário Soares, co-fundador do partido socialista. Se fosse distraído, pensaria que se trataria de uma brincadeira proveniente do dia dos enganos..mas não! Estamos no início de Dezembro!
A idade não perdoa, é um facto, mas neste caso penso que a pessoa em causa ainda está lúcida e ciente de tudo que diz e que faz.
É um ultraje à inteligência e memória de todos os portugueses, a postura e as afirmações que o senhor proferiu. Mário Soares, a par de tantos outros políticos (em bom abono da verdade, quer de esquerda, quer de direita!) é um dos responsáveis por termos chegado a este ponto: na cauda da Europa e no limiar de uma insolvência preconizada por muitos!
Quem cultivou ao longo de anos a fio no poder políticas despesistas?? Quem fez crescer em demasia esse Estado Social que os socialistas tanto almejam?? Quem foi multiplicando as políticas demagógicas numa corrida desenfreada aos votos para se alcançar o poder?? Os Portugueses “habituaram-se” a ter políticos que constantemente lhe “ofereciam” benesses! Hoje em dia o paradigma tem inevitavelmente de mudar sob pena de uma debacle nos atingir.. Hoje temos e teremos políticos que nos vão retirar regalias.. caso contrário poríamos em risco até a pouca soberania que nos resta…
É tempo de a sociedade civil deixar de assistir inabalável como se tudo fosse uma novela.. Só uma sociedade pró-activa e determinada levará Portugal para o rumo certo!

27 de novembro de 2011

Greve Geral


Passada mais uma greve geral, os resultados estão à vista:
- Os sindicatos a vangloriar-se com os seus astronómicos números de adesão à greve;
- O governo com números tão parcos que até os mais inocentes desconfiam;
- Os partidos de esquerda a “arremessarem” o acontecimento em pleno debate do orçamento, que por sinal, é talvez um dos mais importantes e difíceis da nossa democracia;
- A nossa débil economia a definhar de forma mais acentuada, com enormes prejuízos, resultado em especial, da paralisação do sector dos transportes;
Curiosamente na semana em que uma agência de rating nos classifica como lixo, o país faz uma greve geral.
O direito à greve previsto no nosso texto constitucional é deturpado pelas organizações sindicais e erroneamente utilizado! Surgiu constitucionalmente num contexto "pós-revolução" e não se enquadra nem no actual ordenamento jurídico nem na nossa actual sociedade! A Concertação Social e a Negociação Colectiva por exemplo são mecanismos previstos na lei onde os trabalhadores podem fazer valer os seus intentos e preocupações!
Sucedem-se os exemplos de greves bizarras... O direito à greve deve ser reformulado, tal como está constitucionalmente prescrito! Até quando vamos passar ao lado destas greves que em nada defendem os interesses dos trabalhadores e só contribuem para o encerramento das entidades patronais e para a agudização do débil estado da nossa economia?? A consciencialização pode demorar.. mas terá indubitavelmente que imperar um dia.....
O problema não está nos actuais governantes mas sim em todos os que anteriores. A vida em sociedade implica necessariamente uma dada organização e daqui decorre a indispensabilidade de existir uma administração do interesse público. Infelizmente, a actual situação patenteia o desgoverno e a incompetência da esmagadora maioria das pessoas que nos têm “orientado” e tomado as decisões em prol de todos nós. Na boa verdade, não é ao acaso que se formou entre a população o estereótipo do político, como sendo alguém que ocupa cargos decisórios agindo em função de interesses próprios ao invés de pugnar os seus actos pelo imperioso interesse público.
A vontade e o acreditar tem que ser a base de tudo.. Eu acredito que a minha geração irá por Portugal no rumo certo. Um país que acredite na iniciativa, incentive e reconheça o mérito.

FADO


A cultura portuguesa reconhecida pela UNESCO. Fado é Património Imaterial da Humanidade! Estão de parabéns todos aqueles que ao longo de tantos anos o têm fomentado. Mesmo os que não apreciam o género musical, é sobejamente reconhecido por todos nós como uma identidade de todos portugueses. Hojé é um dia de facto assinalável e que ficará na história. 

14 de novembro de 2011

Lousada: o péssimo exemplo de Requalificação Urbanística!






Lousada é uma pacata Vila desde o longínquo ano de 1514 quando recebemos de D. Manuel a carta de foral com o título de Vila. Muitas são as nossas discussões com os munícipes dos municípios limítrofes sobre o facto de ainda sermos uma vila e não uma cidade. Não existem dúvidas quanto ao facto de Lousada, quando comparado com cidades como Lixa ou Freamunde, preenche de forma muito mais fácil os requisitos estabelecidos por lei para que sejamos elevados a cidade. Não obstante, é consensual quer no partido que actualmente lidera a Câmara Municipal de Lousada quer na própria oposição, que são mais os benefícios em continuarmos uma Vila, ao invés de sermos elevados a cidade.
Desde logo se releva o coeficiente de localização no caso de sermos cidade seria maior e isso implicaria uma repercussão directa no pagamento de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) elevando o seu valor. Por outro lado, em princípio qualquer munícipe terá maior orgulho em pertencer a uma grande vila do que pertencer a uma pequena cidade.
Sucedem-se as semanas, e continuamos com as obras por todo o centro da vila. Obviamente que as obras trazem sempre consigo inconvenientes e aborrecimentos a todos os munícipes, com especial incidência nos moradores e comerciantes do centro. Não obstante, se os resultados das obras fossem unanimemente positivos, tudo seria aceite com maior ou menor dificuldade.
Com apoios vindos do programa QREN e com os empréstimos bancários a pagar a partir de 2013, o executivo camarário tinha a oportunidade de dar uma nova “cara” à Vila. A verdade é que com as obras praticamente acabadas, não se vislumbram as melhorias esperadas por todos nós, em termos funcionais, mas também em especial, em termos estéticos.
Estas obras são o espelho do nosso país ao longo das últimas décadas consubstanciando um desperdício inaceitável de fundos comunitários que cada vez mais escasseiam e de abusivos empréstimos bancários.
Em todas as profissões existe gente capaz e competente mas também existe o oposto. Há que dizer e assumir sem qualquer problema que os responsáveis técnicos pelas obras por exemplo na Rua Visconde de Alentém ou nos estacionamentos em frente ao Tribunal, são tudo menos bons profissionais e competentes. O comum dos munícipes não precisa de ser engenheiro civil ou arquitecto para concluir que os carros mais largos ficam com as rodas na via pública quando estacionados na Rua Visconde de Alentém.. Ou que não foi por acaso que as obras nessa mesma Rua foram reformuladas várias vezes.. Que nas horas de ponta o trânsito em frente ao bar “Praça Pública” e ao banco “Millenium BCP” congestiona por completo e perdemos, além do tempo, a nossa paciência.. etc…
Comparemos o resultado das nossas obras com a regeneração urbana de Penafiel, pois esta sim, visa dinamizar o seu centro histórico, tornar a cidade mais bonita, criar melhores acessibilidades e aumentar a qualidade de vida dos penafidelenses. Em Penafiel assistimos a uma grande discussão pública sobre as obras. Por seu turno, em Lousada, por mais propostas que a oposição tivesse apresentado todas foram liminarmente rejeitadas nas sucessivas reuniões camarárias onde o tema foi debatido.
Foi uma grande oportunidade que todos nós lousadenses perdemos, pois esta nova face conferida às ruas do nosso centro revela-se pouco funcional, infeliz e muito mal conseguida. Aguardemos agora então mais umas décadas para outra geração conseguir reformar o nosso afável centro urbano de uma forma bem mais conseguida. 

7 de novembro de 2011

...

De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto! (Rui Barbosa)

5 de outubro de 2011

Recomeçar...


"Não importa onde você parou...

Em que momento da vida você cansou...
O que importa é que sempre é possível recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
É renovar as esperanças na vida e, o mais
importante...
Acreditar em você de novo.
Sofreu muito neste período? Foi aprendizado...
Chorou muito? Foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só diversas vezes?
É porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora...
Onde você quer chegar? Ir alto?
Sonhe alto... Queira o melhor do melhor...
Se pensarmos pequeno... Coisas pequenas teremos...
Mas se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente, lutarmos pelo
melhor...
O melhor vai se instalar em nossa vida.
Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura".

Carlos Drummond de Andrade

20 de setembro de 2011

A crise e as festividades


O país é assolado por uma grave crise económica e financeira. Incluídos no “barco europeu”, somos parte integrante de uma União cada vez mais desagregada! Os líderes europeus tardam em adoptar medidas consistentes que contrariem uma recessão à escala mundial, já conjecturada por muitos.
O fim da moeda única já não é mais uma heresia dos mais pessimistas. E Portugal como se sairá desta crise?? Dizem os mais antigos que já passamos por pior e conseguimos superar todas as dificuldades. Talvez tenham razão mas na verdade o nosso país habituou-se a viver acima das suas possibilidades e agora custa aceitar a mudança de hábitos e de determinados procedimentos da nossa vida diária. Teme-se a contestação social aos cortes sucessivamente anunciados pelos diversos ministros, mas na verdade o busílis estará em perceber que apenas estão a ser retirados valores que nunca deviam ter sido concedidos. E as greves não aproveitam a ninguém! O país precisa mesmo de reduzir o défice sob pena de perdermos a ajuda externa já concedida.
A expressão “Troika” assombra-nos a todos. Não importa o hipotético estrato social onde nos coloquem. A verdade é que todos estamos a ser afectados directa ou indirectamente por umas medidas de austeridade que nos foram impostas mas que se revelam fundamentais para a sustentabilidade do nosso país.
Por Lousada temos mais do mesmo...
O Verão trouxe consigo festas por todo o nosso Concelho. Reconhecidamente é grande o impacto das festas do concelho de Lousada no último fim-de-semana de Julho mas não são menos importantes, todas as festividades realizadas pelas nossas 25 freguesias.
As diferenças de tradições entre freguesias é que conferem ao nosso concelho um espólio cultural invejável que tem que ser preservado por todos nós.
Em tempos de contenção económica, muito se questiona sobre os valores despendidos com as festividades. Efectivamente tem que existir noção que deve ser dada real prioridade às acções de cariz social e não às festividades. Porquanto, à Câmara Municipal não se pedem apoios financeiros, mas é indubitável que há um conjunto de situações em que o executivo camarário poderá auxiliar e cooperar com as diversas comissões de festas. Pede-se mais que nunca uma política de proximidade aos órgãos camarários! Se em termos financeiros, as festas subsistem através do mecenato social e empresarial, em campos como a logística e os variados aspectos jurídicos que as festividades acarretam, existe de facto uma obrigação/dever de auxiliar aqueles que materializam e preservam a cultura das diferentes freguesias.
A par do apoio excessivamente deficitário ao associativismo nas diferentes freguesias, é relatado pelas comissões de festas a falta de apoio da Câmara Municipal na realização das festas das respectivas freguesias.
Uma sociedade que descure a cultura e as tradições, é uma sociedade sem identidade! Numa época em que nunca se falou tanto em crise de valores, impera a necessidade de incutir à actual sociedade o espírito consuetudinário indispensável a todas as sociedades, pois com o passar dos anos este tem-se dissipado. Fruto dos novos tempos?! Fruto da mudança de alguns paradigmas?! Há costumes que não podem nem devem deixar de existir…

23 de agosto de 2011

"Precisa-se de clientes"


Esta foto representa todo o nosso comércio tradicional. Cada vez mais asfixiado com esta crise, que extravasa fronteiras e assume dimensões mundiais. Não se vislumbram melhoras e são cada vez mais inquietantes as notícias sobre a nossa situação económico/financeira. Inseridos numa União Europeia cada vez menos unida, nunca o espectro da insolvência pairou tanto sobre a nossa nação. Brota em toda a minha geração a revolta e indignação de ter de pagar o facto de as gerações antecedentes terem andado a viver acima das possibilidades. Logo agora que nos lançamos para o mercado de trabalho e começamos a "desenhar" a nossa própria vida, deparamos-nos com um país de rastos e uma população desmotivada onde as oportunidades para singrar escasseiam de facto! Só nos resta continuar a lutar para alcançar tudo a que nos propusemos atingir. Não defraudemos aqueles que em nós depositam a esperança de um futuro melhor e ousemos construir um futuro próspero para os que nos seguirão...

10 de agosto de 2011

Tumultos


Vejo os jornais com especial atenção.. Fico estupefacto com os distúrbios em Inglaterra.. Ainda mais quando os mesmos tiveram origem em Londres, uma cidade que conheço bem e que me fascina.. Londres é a cidade mais vigiada do mundo!! Há uma câmara de vigilância em todas as esquinas! Apesar da confusão de pessoas, etnias e religiões, o respeito, educação e a urbanidade sempre imperaram! Porque mesmo os próprios ingleses são pessoas que primam pela rectidão contrastando com a má imagem deixada por alguns no Algarve. A cultura britânica é bastante peculiar e a sua índole consuetudinária faz me ser um adepto confesso da mesma. Se numa sociedade tão avançada como a inglesa, somos capazes de assistir a imagens de crianças de 10 anos a pilhar lojas, em países menos desenvolvidos isso poderá ocorrer com mais normalidade.. É tempo de parar e repensar toda a nossa vida em sociedade, sob pena de em breve assistirmos bem perto de nós a muitos mais fenómenos de convulsão social como estes de Londres. Para que mundo caminhamos nós?? Assistimos a uma crise económica mundial.. Que ninguém sabe no que irá resultar, mas pior que isso é a actual crise de valores do próprio ser humano!!! Haja consciência disso! 

28 de julho de 2011

A sociedade dos nossos tempos


"A nossa sociedade está a desmoronar-se e ninguém lhe acode. Os laços sociais estão a desaparecer, substituídos por um sistema de valores em que impera a vacuidade, o poder da «competitividade» como força motriz - e não é. Há tempo para tudo, diz o Eclesiastes. Mas a verdade é que os «tempos» foram pulverizados pela urgência de não se sabe bem o quê. A frase mais comum que ouvimos é: «Não tenho tempo para»; para quê? A correria mina as relações de civismo e de civilidade; está a roer os alicerces da família; a família deixou de ser o núcleo das nossas próprias defesas; e vamos perdendo o rasto dos nossos filhos, dos nossos amigos, dos nossos camaradas, dos nossos companheiros. A azáfama nos locais de trabalho é o sinal das nossas fragilidades e dos nossos medos. Estamos com medo de tudo, inclusive de confiar em quem, ainda não há muito, seríamos capazes de confidenciar o impensável."


Baptista-Bastos in Jornal de Notícias (20/11/2009)

22 de julho de 2011

5 de julho de 2011

Sorte



Entre a sorte e a conquista tem que haver muito trabalho! Nada acontece por acaso.. A vida é feita de oportunidades. O homem que vai mais longe é quase sempre aquele que tem coragem de arriscar.. "A sorte nunca dá, ela apenas empresta." ; )

27 de junho de 2011

"Quem não luta pelo que quer, não merece o que deseja! "



JURISLOG, LOGÍSTICA DE DILIGÊNCIAS EXECUTIVAS, LDA.

A minha empresa já nasceu.. Agora há todo um trabalho "miúdo" que tenho para fazer.. Nunca pensei que tudo desse tanto que pensar.. Não sei onde vou descortinar um logótipo da pinta para a empresa.. : ( 

26 de junho de 2011

Resolução Alternativa de Litígios

“A existência de processos céleres, expeditos e eficazes é condição indispensável de uma protecção jurídica adequada” (J.Gomes Canotilho)
Em tempos de crise é acentuada a dificuldade que os cidadãos têm em aceder à justiça. Para além dos custos elevados que hoje se praticam a nível de taxas e custas judiciais, a justiça portuguesa é essencialmente caracterizada pela sua excessiva morosidade. Porquanto impera hoje a necessidade de melhorar o funcionamento do nosso sistema judicial, que é essencial para um funcionamento adequado e justo da economia.
Uma das soluções encontradas noutros ordenamentos jurídicos passa pelo recurso à Resolução Alternativa de Litígios. Esta comporta a mediação, a arbitragem e a conciliação. Por outro lado, podem também ser referidos os Julgados de Paz, que consubstanciam uma espécie de meio de Resolução Alternativo de Litígios.
O memorando subscrito pelo PS,PSD e CDS/PP com a chamada Troika(UE, BCE e FMI) vai de encontro a esta necessidade. O Governo vai ter que apresentar uma lei sobre a arbitragem de conflitos no final de Setembro de 2011 e fazer a arbitragem dos casos de execução da dívida plenamente operacional até final de Fevereiro de 2012, para facilitar a resolução dos casos pendentes. É definida a obrigatoriedade de optimizar o regime de Julgados de Paz para aumentar sua capacidade de lidar com casos de alegação de baixos valores, e por outro lado, os subscritores do memorando obrigaram-se também a adoptar medidas para dar prioridade aos casos de execução de resolução alternativa nos tribunais.
A justiça no nosso país encontra-se bastante débil. Os cidadãos na sua generalidade catalogam a justiça portuguesa como ineficaz. Assiste-se sempre aos mesmos problemas por mais que mudem os governos e as políticas por eles implementadas.
Uma aposta forte e bem estruturada nos meios extra judiciais de resolução de conflitos é a medida mais consensual para acelerar a justiça e na minha perspectiva será o melhor caminho a adoptar. Só um governo ousado, com uma verdadeira reforma na justiça, poderá mudar o paradigma desta.
Nos campos da justiça civil, comercial, laboral, administrativa e fiscal será dado um passo gigante se forem criados meios alternativos aos tribunais judiciais que respondam às actuais necessidades.
O recurso à resolução alternativa de litígios não substitui de todo os tribunais na aplicação da justiça, mas constitui um importante meio de prevenção ou resolução de conflitos, sem o recurso a um tribunal comum.
Muito há a fazer para combater os problemas que afectam a justiça portuguesa, mas este será um trabalho que tem de ser feito por todos, sejam os agentes judiciários, seja o legislador ou até mesmo o cidadão comum. Tem que haver uma consciencialização generalizada, de que só um sistema célere, expedito e eficaz consegue concretizar na íntegra uma protecção jurídica adequada.

21 de junho de 2011

...

É muito bom por vezes sairmos de nós próprios e sermos outra pessoa em nós mesmos...

17 de junho de 2011

Ainda há Príncipes Encantados!!




O texto é da Margarida Rebelo Pinto, e penso que todas as mulheres o deviam ler:

"Se está à espera do Dia dos Namorados para arranjar um, não fique sentada. Faça como uma amiga minha que cada vez que sai do carro, vira o retrovisor para o lado do condutor, retoca o batom e diz com uma convicção demolidora o Príncipe pode estar em qualquer lado. E pode mesmo. É uma questão de fé, totalmente arbitrária e alietória, mas pode acontecer. Até porque nós, os extraordinários, somos poucos, mas andamos por aí. Isto é o que diz outro amigo meu que por acaso é mesmo extraordinário e já encontrou a pessoa certa, pelo menos por enquanto. Foi ele que um dia me explicou o que era esse maravilhoso conceito da pessoa certa.
A pessoa certa não é a mais inteligente, a que nos escreve as mais belas cartas de amor, a que nos jura a paixão maior ou nos diz que nunca se sentiu assim. Nem a que se muda para nossa casa ao fim de três semanas e planeia viagens idílicas ao outro lado do mundo. A pessoa certa é aquela que quer mesmo ficar connosco. Tão simples quanto isto. Às vezes demasiado simples para as pessoas perceberem. O que transforma um homem vulgar no nosso príncipe é ele querer ser o homem da nossa vida. E há alguns que ainda querem.
Os verdadeiros Príncipes Encantados não têm pressa na conquista porque como já escolheram com quem querem passar o resto da vida, têm todo o tempo do mundo; levam-nos a comer um prego no prato porque sabem que no futuro nos vão levar à Tour d’Argent; ouvem-nos com atenção e carinho porque se querem habituar à música da nossa voz e entram-nos no coração bem devagar, respeitando o silêncio das cicatrizes que só o tempo pode apagar. Podem parecer menos empenhados ou sinceros do que os antecessores, mas aquilo a que chamamos hesitação ou timidez talvez seja apenas uma forma de precaução para terem a certeza que não se vão enganar.
O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos; é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos; é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo; é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que tem paciência para os meus, os teus, os nossos filhos e que ainda arranja um lugar na mesa para os filhos dos outros. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Pode ou não ter moto, mas tem quase sempre um cão. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas faz os melhores ovos mexidos do mundo e vai à padaria num feriado. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica."