30 de novembro de 2010

Acredito em Portugal



Tive ontem o prazer de presenciar a inauguração da sede de campanha do actual Presidente da República e candidato às eleições do dia 23 de Janeiro, Professor Aníbal Cavaco Silva. Desloquei-me de seguida para a Alfândega do Porto, onde o mesmo apresentou o seu manifesto eleitoral.
Aguardo com expectativa as eleições presidenciais. Ao Presidente da República face ao actual texto constitucional, não competem funções legislativas nem governativas é certo. Mas isso não obsta a que o mesmo desempenhe uma função crucial num sistema semi-presidencialista como é o nosso.
O Professor Cavaco Silva é hoje uma referência para mim e para muitos. É lhe reconhecida por pessoas dos vários quadrantes políticos um conjunto de qualidades e atributos que fazem dele a pessoa certa para ocupar novamente o Palácio de Belém. Num clima de desconfiança; Numa época em que bruscamente o certo se torna incerto; numa crise económico financeira como a que vivemos; O Presidente da República em exercício dá a todos os portugueses uma segurança que mais ninguém dá. Indubitáveis as suas competências técnicas e com uma experiência acumulada invejável, sabemos que teremos com Cavaco Silva, mais do mesmo: 1 Baluarte de independência, apego ao trabalho, ponderação, bom senso e sentido de Estado.
No primeiro mandato, o Professor Cavaco Silva fez da juventude uma das suas grandes bandeiras através do Roteiro da Juventude. Sem demagogias nem retóricas desmedidas, soube sempre ouvir o jovens, distinguindo os melhores exemplos do país. Os jovens têm de facto de ter mais voz na resolução dos problemas.
Para o segundo mandato, os paradigmas mudaram. Não há tempo para experimentalismos e impera a necessidade de votarmos na pessoa certa. A exigência do tempo em que estamos é muito grande! E eu acredito que o país precisa de um presidente como o professor Aníbal Cavaco Silva e que certamente este ganhará as eleições!
Eu “Acredito em Portugal”! 

28 de novembro de 2010

Congresso Nacional JSD



Realizou-se este fim de semana, na cidade de Coimbra o XXI Congresso Nacional da Juventude Social Democrática. Sendo a JSD, uma juventude partidária, não poderia um congresso ser realizado num local mais apropriado para o efeito. Está imbuído nas ruas da cidade a força dos jovens! Nove anos depois, o congresso para elegar os órgãos nacionais da estrutura partidária voltou a realizar-se na “cidade do conhecimento”.
O Congresso foi um sucesso a todos os níveis. Fez-se política de verdade naquele pavilhão! Fascinante para mim poder assistir a um debate de ideias, muito aceso até, sobre os problemas que hoje em dia os jovens se deparam. Houve duas listas em confronto, duas maneiras diferentes de encarar a política, mas ambas tinham convicções fundadas nas propostas apresentadas.
Ganhou as eleições Duarte Marques. Era o candidato apoiado pela minha secção e a meu ver a pessoa indicada para liderar a JSD neste momento. Não obstante, apraz-me dizer que escutei com particular interesse o candidato derrotado Carlos Reis. Auguro um futuro de grande relevo no panorama político português. Vejo muito potencial nele.
Num contexto particularmente difícil, a importância da JSD na nossa sociedade é cada vez maior. É preciso de facto dar voz aos jovens! A JSD enquanto estrutura e em especial agora na pessoa do Duarte Marques procurará sempre identificar o que está errado, analisar, e apresentar propostas concretas para solucionar os problemas identificados.
É preciso de facto resgatar o futuro dos jovens! 
"Por uma geração com futuro"!

22 de novembro de 2010

Votar: um direito, um dever.. um prazer!

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.” (Arnold Toynbee)

Está constitucionalmente consagrado, o direito que todos os cidadãos têm de tomar parte na vida política. Está definido como um direito mas indubitavelmente terá de ser encarado como um verdadeiro dever.
O voto é realmente a maior arma que todos temos num contexto democrático. Só assim conseguimos expressar a nossa opinião elegendo os nossos representantes para os órgãos locais, regionais, nacionais ou europeus. De forma livre e secreta os cidadãos analisam os candidatos e escolhem de acordo com as suas opiniões e convicções.
Existe de facto uma responsabilidade moral e cívica de todos nós em exercermos o nosso direito de voto  e este colide cabalmente com a legitimidade que posteriormente temos para criticar e reivindicar o que quer que seja.
Encontramos também na nossa Constituição o direito à greve. Compreendo a sua inclusão no texto constitucional, mas reconhecidamente esse direito não é correcta e oportunamente usado. As greves são sempre fomentadas e concebidas por interesses alheios aos reais pretextos das mesmas. Sejam partidos políticos ou sindicatos, há sempre algo por detrás daqueles que efectivamente materializam a greve.
Veja-se o exemplo da anunciada greve do próximo dia 24. Apenas trará efeitos nefastos a uma economia já de si muito, mas mesmo muito debilitada. Será uma debacle em todos os sentidos e nada de bom acarretará.
Tem que existir em todos nós um espírito crítico é certo. E isto não numa senda  destrutiva mas sim construtiva. Não digo que nos tenhamos de conformar com tudo mas temos que perceber de forma ponderada aquilo que faz sentido num estado de direito democrático como o nosso. Perante uma época difícil, a nossa indignação deverá ser patenteada em sede de eleições e não com greves. Aguardemos pelo momento indicado. Para quê “auto flagelação”??
A greve neste momento não passará disso mesmo, pois nenhuma opção política já tomada será repensada, independentemente da adesão que esta tenha. Ficamos todos a perder.
Acabo este pequeno pensamento com o sugestivo vídeo da Juventude Socialista da Catalunha. Porque votar é mesmo um prazer! ; )


21 de novembro de 2010

Reflexão

A forma apelativa como fala, construindo ao longo do seu discurso um raciocínio muito bem estruturado e congruente, levaram-me a ficar um fã de verdade deste senhor, Frei Fernando Ventura. Vejam os vídeos com atenção, interiorizando todas as mensagens que se pretendem passar. Esta foi uma entrevista fantástica...






Austeridade

20 de novembro de 2010

O Político e a Sociedade

O ser humano vive em sociedade. Seja numa cidade, vila ou aldeia, todos estamos inseridos num dado aglomerado humano, com muitas ou algumas famílias, cujos membros se conhecem, se falam e se ajudam.
Faz parte da natureza humana a sociabilidade, a tendência para viver em sociedade, a necessidade de o Homem se juntar e organizar em comunidades. Esta tendência provém de uma panóplia de factores.
Em sociedade, o ser humano sente-se integrado num projecto colectivo e gera lideranças capazes de os manter unidos no essencial e empenhados na satisfação das suas principais necessidades colectivas, satisfazendo uma necessidade política. Como referia Aristóteles “o Homem é naturalmente um animal político” porque foi “feito para viver em sociedade”.
Assim impera a necessidade de entre a comunidade, alguns escolhidos entre todos, pugnarem as suas forças pelo bem comum, procurando desenvolver a sociedade e satisfazer as suas necessidades enquanto colectividade. O mal surge quando os responsáveis pelo “comando” da nossa sociedade despem o espírito altruísta que lhes devia estar intrinsecamente inerente, em prol da satisfação de interesses pessoais. O grupo no seu todo deve ser prioritário e razão única da actuação política e tudo se desmorona quando assim não acontece, pois tudo passa a ser questionável.
A transparência é um dos grandes valores da democracia! É triste assistir através de um vidro muito baço à actuação de grande parte da classe política em Portugal. Tenho para mim, que existe uma necessidade enorme de haver uma renovação política. É preciso mudar mentalidades e é preciso mudar atitudes.
Há valores fundamentais que cada vez mais são descurados. Acredito de verdade no serviço público. Este na sua plenitude e na verdadeira acessão da expressão, trabalhando, decidindo e actuando para o bem estar comum.
A abordagem tradicional de liderança na Administração Pública enfatiza a ideia normal de autoridade e controlo que no fundo não deve corresponder à realidade. A liderança num contexto de governação participada terá de ser entendida como uma actuação colectiva que inclui o envolvimento dos cidadãos nas várias fases da elaboração e implementação das políticas públicas. Principalmente na Administração Local tem que existir iniciativas que procurem uma nova forma de envolvimento dos cidadãos na sua governação. O maior envolvimento dos cidadãos estimulará um sentimento de que estes fazem parte do sistema de governação promovendo a confiança.
            A mudança de atitude requer uma alteração do papel dos dirigentes políticos e administrativos procurando desenvolver uma atitude de liderança que promova a facilitação e o aconselhamento no envolvimento dos cidadãos. Assim, o exercício da democracia será indubitavelmente mais efectivo.
O papel dos dirigentes políticos e administrativos não se pode resumir às preocupações com a eficiência e eficácia mas terá de compreender a reconciliação de expectativas, as necessidades colectivas, as considerações sociais e económicas de forma a encontrar soluções que lhe permitam resolver os problemas.
O paradigma do político tem que mudar. Não acontecerá de um momento para o outro é certo.. mas com a consciencialização de que isso é indispensável à nossa salutar vivência em sociedade é o início de uma etapa que terá que ser alcançada.