22 de novembro de 2010

Votar: um direito, um dever.. um prazer!

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política é que serão governados pelos que se interessam.” (Arnold Toynbee)

Está constitucionalmente consagrado, o direito que todos os cidadãos têm de tomar parte na vida política. Está definido como um direito mas indubitavelmente terá de ser encarado como um verdadeiro dever.
O voto é realmente a maior arma que todos temos num contexto democrático. Só assim conseguimos expressar a nossa opinião elegendo os nossos representantes para os órgãos locais, regionais, nacionais ou europeus. De forma livre e secreta os cidadãos analisam os candidatos e escolhem de acordo com as suas opiniões e convicções.
Existe de facto uma responsabilidade moral e cívica de todos nós em exercermos o nosso direito de voto  e este colide cabalmente com a legitimidade que posteriormente temos para criticar e reivindicar o que quer que seja.
Encontramos também na nossa Constituição o direito à greve. Compreendo a sua inclusão no texto constitucional, mas reconhecidamente esse direito não é correcta e oportunamente usado. As greves são sempre fomentadas e concebidas por interesses alheios aos reais pretextos das mesmas. Sejam partidos políticos ou sindicatos, há sempre algo por detrás daqueles que efectivamente materializam a greve.
Veja-se o exemplo da anunciada greve do próximo dia 24. Apenas trará efeitos nefastos a uma economia já de si muito, mas mesmo muito debilitada. Será uma debacle em todos os sentidos e nada de bom acarretará.
Tem que existir em todos nós um espírito crítico é certo. E isto não numa senda  destrutiva mas sim construtiva. Não digo que nos tenhamos de conformar com tudo mas temos que perceber de forma ponderada aquilo que faz sentido num estado de direito democrático como o nosso. Perante uma época difícil, a nossa indignação deverá ser patenteada em sede de eleições e não com greves. Aguardemos pelo momento indicado. Para quê “auto flagelação”??
A greve neste momento não passará disso mesmo, pois nenhuma opção política já tomada será repensada, independentemente da adesão que esta tenha. Ficamos todos a perder.
Acabo este pequeno pensamento com o sugestivo vídeo da Juventude Socialista da Catalunha. Porque votar é mesmo um prazer! ; )


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