4 de dezembro de 2010

Natal e a Solidariedade




O Natal está à porta. É tempo de luz, felicidade e amor!  
Sem demagogias nem populismos impera a necessidade de afirmar em voz alta que é preciso agir face aos tempos difíceis como os que atravessamos. O simbolismo da quadra natalícia faz incrementar as responsabilidades sociais em todos nós.
Foi com muita satisfação que na semana passada li uma notícia que no Porto as escolas públicas vão ter as cantinas abertas durante as férias de Natal. Combater os sinais da fome nas crianças em idade escolar é algo nobre e de enaltecer.
É de facto uma realidade que muitas das crianças que lá almoçam no período lectivo fazem dessa refeição a única do seu dia, a única digna de ser denominada como tal. Com as cantinas fechadas, muitas crianças efectivamente passariam fome se não tiverem a cantina da escola para comer. É uma medida que penso ter de ser tomada a nível nacional.
Desenganem-se aqueles que dizem que a crise não existe e que ainda não há fome no país argumentando por exemplo o facto de as superfícies comerciais estarem constantemente cheias e as estradas cheias de carros a circular.
Tenho oportunidade diária de constatar no exercício da minha actividade profissional a miséria, a fome e a pobreza de muitos lares. Na verdade, tenho que ser profissional e o mais insensível possível mas muitas vezes não é fácil discernir determinados sentimentos que me são muito próprios.
Vivemos tempos difíceis, é inquestionável! E é na quadra natalícia onde tudo se esquece e abraçamos os nossos como se não houvesse amanhã! Mas é também a altura perfeita para apelarmos ao espírito solidário que há em todos nós. É altura de olharmos para os outros combatendo o egocentrismo que todos temos imbuído em nós.
Neste Natal que brote em nós uma dinâmica altruísta, a generosidade e a benevolência que nos devia acompanhar ao longo de todo o ano.  
Pequenos gestos em prol dos outros podem fazer a diferença…

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