24 de março de 2011

SÓCRATES DEMITIU-SE!



Uma leitura transversal aos jornais nacionais e internacionais e todos proclama o mesmo: SÓCRATES DEMITIU-SE!! “Porreiro pah!”, como o próprio diria… Foi-se o nosso Primeiro Ministro mentiroso, que conseguiu enganar os Portugueses por 2 vezes.. e virá o Passos Coelho.. Sim, esse “D. Sebastião”, que esperemos surja numa manhã de nevoeiro para nos salvar!
Mas as coisas não são assim tão lineares.. Infelizmente!
O país está mergulhado numa crise imensa. Na verdade estamos cada vez mais necessitados de recorrer à ajuda externa. É o fim do mundo?? Felizmente, pelo que diz a maioria dos economistas, não. O que é certo é que os nossos parceiros europeus da Grécia e da Irlanda não têm gostado muito das repercussões sentidas após a entrada da ajuda externa no país.
Avizinha-se mais um período eleitoral e no fundo, todos iremos contribuir para um contínuo afundamento do país. A “pseudo” classe política terá a cereja em cima do bolo na ridicularização a que chegaram. Enquanto os interesses partidários e pessoais se sobrepõem aos interesses nacionais, os partidos nomeadamente os seus representantes continuarão a pautar as suas atitudes procurando desmesuradamente os lugares de poder.
O nosso problema não é superficial. Não se trata de uma outra medida que terão irremediavelmente de ser tomadas. O nosso problema é estrutural e penso que tudo terá de ser repensado!
A nossa democracia, tal como a temos desenhado após o 25 de Abril é um modelo esgotado! É chegada a hora de se debaterem as questões que realmente importam ao país! Basta de vivermos de forma desregrada e acima das nossas capacidades..
A hipótese da regionalização está cada vez mais no nosso horizonte! Impera a necessidade de uma reformulação da nossa Administração Pública e a regionalização poderá ser o caminho mais correcto a seguir para se conseguir racionalizar melhor as despesas e optimizar os resultados obtidos. Uma política de proximidade onde os cidadãos estejam mais perto do poder decisório, e onde este último consiga perceber bem melhor as necessidades da população.
Tudo se inicia com a definição de prioridades. O mal é que neste país enfraquecido e que caminha para a insolvência ao pagar taxas de juro cada vez maiores para se financiar, não são estabelecidas reais prioridades! É preciso perceber o que é importante de verdade para a nossa subsistência enquanto país soberano.
Como se pode insistir em investir numa linha de TGV com a actual conjuntura senhor Sócrates? Como pode ele querer candidatar-se de novo?? Haverá alguém que vote no homem??
À  terceira eleição, penso que já não enganará ninguém.. A ver vamos..

5 de março de 2011

O Amor Que Se Acabou


Quando foi que o amor se acabou e o príncipe virou sapo e a princesa desencantou? Provavelmente depois de tantos beijos não dados, de tantos momentos deixados pro lado, de tanto monólogo de ambas as partes, da presença de fantasmas do passado.
Em geral o amor assiste à própria morte e resta silencioso. Ou ele grita por socorro e as pessoas se fazem de surdas. O mais difícil no fim de um relacionamento é admitir que tudo acabou. Há pessoas que insistem simplesmente porque não querem admitir o fim.
E caminham vagarosamente na vida, vivendo o dia-a-dia como se não houvesse o depois. Mas a vida não acaba quando morre um amor. Ela simplesmente passa por uma transição que, como todas, é frequentemente dolorida. Tememos as mudanças porque tememos o desconhecido. Mas o que é o desconhecido? 
Mesmo o dia de amanhã, não podemos tocá-lo até que ele chegue a nós, não podemos sabê-lo até que chegue o momento em que, mergulhados, precisamos vivê-lo.
Aceitar a morte, qualquer que seja, é reconhecer nossa vulnerabilidade diante da vida. E somos seres orgulhosos por demais para querer reconhecer nossa fragilidade ante o que não podemos controlar. E a vida não se controla. 
Ela se abate sobre nossas cabeças e tudo o que podemos fazer é vivê-la o mais intensamente possível com todos os riscos e perigos que ela nos impõe, com todas as surpresas, que ela nos reserva.
Precisamos é tirar o melhor partido do que está nas nossas mãos e reconhecer que pra todo fim há sempre um recomeço.
Uma perda é quase sempre um ganho, é muitas vezes a válvula propulsora para uma nova vida, uma nova história, um novo amanhã. 

(Letícia Thompson)