27 de novembro de 2011

Greve Geral


Passada mais uma greve geral, os resultados estão à vista:
- Os sindicatos a vangloriar-se com os seus astronómicos números de adesão à greve;
- O governo com números tão parcos que até os mais inocentes desconfiam;
- Os partidos de esquerda a “arremessarem” o acontecimento em pleno debate do orçamento, que por sinal, é talvez um dos mais importantes e difíceis da nossa democracia;
- A nossa débil economia a definhar de forma mais acentuada, com enormes prejuízos, resultado em especial, da paralisação do sector dos transportes;
Curiosamente na semana em que uma agência de rating nos classifica como lixo, o país faz uma greve geral.
O direito à greve previsto no nosso texto constitucional é deturpado pelas organizações sindicais e erroneamente utilizado! Surgiu constitucionalmente num contexto "pós-revolução" e não se enquadra nem no actual ordenamento jurídico nem na nossa actual sociedade! A Concertação Social e a Negociação Colectiva por exemplo são mecanismos previstos na lei onde os trabalhadores podem fazer valer os seus intentos e preocupações!
Sucedem-se os exemplos de greves bizarras... O direito à greve deve ser reformulado, tal como está constitucionalmente prescrito! Até quando vamos passar ao lado destas greves que em nada defendem os interesses dos trabalhadores e só contribuem para o encerramento das entidades patronais e para a agudização do débil estado da nossa economia?? A consciencialização pode demorar.. mas terá indubitavelmente que imperar um dia.....
O problema não está nos actuais governantes mas sim em todos os que anteriores. A vida em sociedade implica necessariamente uma dada organização e daqui decorre a indispensabilidade de existir uma administração do interesse público. Infelizmente, a actual situação patenteia o desgoverno e a incompetência da esmagadora maioria das pessoas que nos têm “orientado” e tomado as decisões em prol de todos nós. Na boa verdade, não é ao acaso que se formou entre a população o estereótipo do político, como sendo alguém que ocupa cargos decisórios agindo em função de interesses próprios ao invés de pugnar os seus actos pelo imperioso interesse público.
A vontade e o acreditar tem que ser a base de tudo.. Eu acredito que a minha geração irá por Portugal no rumo certo. Um país que acredite na iniciativa, incentive e reconheça o mérito.

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