13 de janeiro de 2012

Poder Local


O poder local está prestes a mudar. O governo anunciou através do denominado “Documento Verde da Reforma da Administração Local” o ponto de partida para um debate alargado a toda a sociedade para que no final do 1º semestre do 2012 possa ser possível ter as bases necessárias para a aludida reforma. Mas este debate tem de ser sério e conclusivo. Deixemos de insistir, na justificação da necessidade desta reforma devido aos cortes na despesa que nos são impostos. O mal das finanças públicas está no gigantismo da administração central e não na ínfima percentagem que representa o poder local na nossa despesa pública.
A reforma justifica-se primordialmente pela necessidade de um melhor ordenamento do território e uma racionalização dos meios. Uma Junta de Freguesia que abranja 10.000 habitantes, obviamente terá à sua disposição mais e melhores meios daqueles que actualmente dispõem freguesias com 500 ou 2.000 habitantes.
Desde 1976 que as autarquias locais têm dignidade constitucional. Com a Reforma da Administração Local, é fundamental reforçar o municipalismo, utilizando os municípios como instrumento de descentralização de políticas e de coesão do território. É indispensável incrementar a autonomia local na procura de uma melhor satisfação das necessidades das comunidades locais.
Não podemos continuar presos a uma dinâmica nacional. É preciso denodo e imaginação dos autarcas nestes tempos de austeridade e consolidação orçamental. Agora mais que nunca precisamos da adopção de verdadeiras políticas de proximidade.
É premente que poder local procure iniciativas e medidas que façam envolver os cidadãos na sua própria governação. Este envolvimento fará “emancipar” a sociedade civil e trará para junto do poder decisório todos os “políticos de café”, devolvendo por consequência a confiança que há muito a sociedade perdeu em todos que os governem. 
Neste sentido, o papel dos dirigentes políticos e administrativos não se pode resumir às preocupações com a eficiência e eficácia mas terá de compreender a reconciliação de expectativas, as necessidades colectivas, as considerações sociais e económicas de forma a encontrar soluções que lhe permitam verdadeiramente resolver os problemas.
Nas autarquias, tal como no poder central, tem de ser implementado uma verdadeira meritocracia, onde o mérito seja a verdadeira razão para se atingir determinada posição. Até quando vamos viver na cultura da “cunha” e dos favorecimentos pessoais? Continuamos sistematicamente a adulterar o mérito das pessoas e as suas expectativas em prol de compadrios e cores políticas.
Aguarda-se com especial expectativa o próximo período eleitoral de 2013. Dos diversos partidos políticos exigem-se mudanças! Mudanças de postura, mudanças de paradigmas! Os portugueses estão cada vez mais indignados. Hoje o cidadão é mais informado que nunca e está cansado de ser enganado e manipulado pela classe política.
Agora mais que nunca é tempo de mudança!! A juventude deverá ser o catalisador de uma transformação urgente, cuidada mas convicta! Depois da “geração rasca” e da “geração à rasca”, deixemos crescer a “geração do futuro”! A juventude trará consigo a esperança por um futuro melhor, pois é indubitavelmente, a geração mais competente e mais bem formada que alguma vez a nossa nação teve. Por um país melhor e por um futuro próspero…

1 comentário:

  1. Eu acredito no futuro. Acredito que seja possível caminhar para um país melhor, a questão é que todos devemos caminhar no mesmo sentido, apontando o que está mal e procurando soluções.
    No dia que deixar de acreditar, aí sim, terei entrado em crise.

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