13 de julho de 2012

É tempo.. de emigrar!





A altura não é das melhores. Nunca a instabilidade foi tão global. Um dos efeitos perversos desse propalado fenómeno da globalização tem sido este contágio exponencial da crise económico-financeira a que assistimos diariamente. O impossível passou apenas ao improvável e caminhamos a passos largos para o pior: tudo pode acontecer!
Não há até à data soluções mágicas. Mas face ao presente que nos deparamos, e a um futuro que não é verosímil que seja risonho, os jovens têm de fazer algo para inverter esta situação. Não é tempo de revoluções... pelo menos com conotações bélicas. Não obstante, impera uma necessidade de mudança de mentalidades. O espírito de acomodação foi-se incutindo nos mais jovens ao longo dos anos, de forma consciente e inconscientemente. É preciso ser ousado e arriscar a procura por uma vida melhor. E aí surge a hipótese forte da emigração que não é nada de estranha ao espírito luso. Está na génese do povo lusitano o espírito lutador e determinado que tem ajudado ao longo da história a ultrapassar as dificuldades. Ademais, todos temos familiares e amigos que são ou já foram emigrantes.
Estranha-me tamanho choque dos portugueses quando alguém do governo fala em emigração como uma das soluções para o desemprego jovem. Mas porquê tanto alarido?! Procurar uma vida melhor noutro país que não o nosso será alguma calamidade? A crise é global, mas países como o Inglaterra, Dinamarca ou a Noruega são alvos de grande relevo para qualquer jovem que esteja atualmente em casa sem fazer nada. Para além de dinheiro (pressuposto básico e essencial!), ganham experiência, maturidade e adquirem uma riqueza cultural que não pode ser ignorada. A mobilidade das pessoas nesta aldeia global onde nos inserimos é um enorme catalisador do desenvolvimento dos diferentes povos. Todos temos coisas a aprender uns com os outros.
O país precisa de todos nós, mas não podemos encarar com pessimismo esta necessidade atual de alguns de nós ultrapassarmos fronteiras. Com ou sem formação académica, estar em casa à espera que as oportunidades apareçam não é com certeza a melhor atitude a tomar... A vida é feita de desafios, e a emigração é um desafio que muitos jovens têm que ser temerários e pensar seriamente em arriscar sem tabus ideológicos.